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As Aventuras De Um Rapaz Distraído

Lifestyle, Cultura, Livros e Sociedade!!! :)

07
Jun20

Urge o momento de alcançar a vida e a felicidade...

João Martins

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Nos últimos tempos, tenho analisado o meu percurso de vida e conversado comigo próprio, acho terapêutico... Na verdade, todos o fazemos!

Daquilo que pude entender, a vida é realmente uma experiência única como um trajeto detalhado com várias portas, janelas e corredores, que temos de percorrer de forma cuidadosa. É composta por etapas distintas: a infância, a adolescência, a fase adulta e a velhice. Um ciclo muito bem construído... 

Estou praticamente a atingir os 21 anos de idade, uma altura, que acredito ser de viragem e de transformação. Lá está, um reiniciar, um virar de página, um novo acordar...

Outrora, na juventude, o meu crescimento era mais físico- predominavam as transformações corporais, as brincadeiras e os sonhos. No momento presente, cresço intelectualmente procuro livros, filmes e experiências que me façam desenvolver e completem o meu ser.

Analisando o meu percurso até agora, tenho alguns momentos infelizes e outros de que me orgulho bastante.

Tive uma infância difícil e uma escola primária complicada, muito por minha escolha, embora na altura não o soubesse. Tenho como caraterísticas o sonho e a criatividade, porém na altura habitava na ilusão e no delírio. Imaginava ser algo que não era, por exemplo vivia numa casa e dizia que vivia num prédio, tinha um carro e queria ter um avião, enfim... Nunca me concentrava nas aulas, pois estava sempre a imaginar alguma coisa, não tão importante para a ocasião. Foi nessa altura que a minha família descobriu, que eu tinha um pequeno défice de concentração, que poderia estar a perturbar um correto desenvolvimento escolar e pessoal. Então, de tudo fizemos para reverter e contornar a situação... 

Comecei a fazer teatro amador, aos 7 anos de idade, e aí pude sonhar e imaginar tudo o que queria e desejava. 

Sempre gostei de teatro, mas nunca tive paciência para olhar para um livro, até há relativamente pouco tempo. Começar a ler foi uma grande conquista, pois tornou-me uma pessoa mais preparada, mais consciente de si, e de tudo o que a rodeia.

Lembro-me da primeira vez que subi ao palco, foi numa peça teatral de finalista do ATL. O teatro que representava juntamente com os colegas, da altura, chamava-se "A Princesa que Não Sabia Espirrar", adaptado da obra de José Cañas. Eu, interpretava o papel de pai da princesa, porém no dia da apresentação não subia para o palco de jeito nenhum...

Foi necessário, um pequeno "empurrãozito"  de uma das educadoras.

Recordo esse momento com alguma saudade, pois foi aí, que descobri a minha vocação para trabalhar e comunicar com o público. Foi bastante engraçado! 

Em 2015, descobri a internet onde passei a partilhar as minhas ideias e tomei conhecimento de outras pessoas com personalidades interessantes.

(Posso dizer, que tudo aquilo com que contactamos, tem influência em nós e na nossa vida.)

Até aos 18 anos, vivi preso numa "redoma de vidro" e não cresci, nem contactei com muita gente. Habitei, durante algum tempo, nos meus pensamentos e ilusões... Depois, fui estudar para Trás-os-Montes, onde comecei uma nova vida e fui contactando com situações que até então não tinha vivido; cresci a uma velocidade supersónica, e hoje sou mais feliz...

A vida, é um pouco, como "uma paleta de cores". Podemos misturar vários tons, e obter diferentes cores e tonalidades para construir o quadro da nossa personalidade e identidade.

Gosto do universo do teatro, da comunicação, da tecnologia, do ativismo, do vanguardismo... Vejo a vida de uma perspetiva especial!... Ainda bem, é isso que me distingue.

Termino este texto referindo que é complicado escrever sobre nós... É um ato bastante pessoal e que implica alguma maturidade e autoconhecimento. 

Concluo definindo a nova fase, que se inicia na minha vida, como outra grande página em branco que deve ser devidamente escrita, assim como todas as outras, já preenchidas anteriormente no livro da vida.

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