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As Aventuras De Um Rapaz Distraído

Lifestyle, Cultura, Livros e Sociedade!!! :)

28
Jan20

📚📖

João Martins

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Partilho, com vocês, o livro que estou a acabar de ler... «12 Anos Escravo» é um livro, que está a dar cabo de mim, dado as suas descrições pormenorizadas e detalhadas sobre a escravatura.

Estou a 3 capítulos do final, mas vou ter de dar um tempinho... Por agora vai ter que ficar na gaveta, mais tarde termino e depois vejo o filme.

Aconselhem-me novos livros para ler? De preferência à venda na https://www.bertrand.pt/?a_aid=5dfd1074dc289

05
Ago18

«O Delfim» de José Cardoso Pires

João Martins

 

Olá distraídos! Tudo bem com vocês? 

Recentemente concluí a leitura da obra «O Delfim» de José Cardoso Pires. 

 

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 📚

O livro O Delfim retrata o universo da família Palma Bravo no final dos anos 60 e cujo herdeiro, Tomás, também chamado de Delfim ou Infante, é senhor de bens e benefícios nos quais se incluem a lagoa, a Gafeira, Maria das Mercês, sua mulher e Domingos, seu criado.

Os habitantes da localidade convivem num ambiente profundamente rural onde predomina uma mentalidade fechada e tradicionalista e onde impera o poder da família do engenheiro Tomás Manuel.

O enredo tem inicio quando um escritor amante da caça chega à aldeia que costuma visitar anualmente. Uma vez lá, vê-se confrontado com todo o tipo de comentários e especulações em redor da morte de Maria das Mercês, cujo corpo foi encontrado a boiar nas águas da lagoa e do criado Domingos encontrado morto na cama dos Palma Bravo. O escritor frequentou num passado recente a casa dos Palma Bravo tendo privado com a família e com os envolvidos nos acontecimentos retratados. É a partir daqui que inicia a sua demanda em busca dos motivos que terão levado às mortes já referidas.

Informado da existência de um inquérito oficial de acesso proibido, o narrador inicia então uma investigação percorrendo toda a localidade, interrogando os seus habitantes e interpretando toda a informação que recolhe sobre os acontecimentos, ao mesmo tempo que relembra os contactos mantidos com a família durante as suas estadias na Gafeira. Dada a natureza dos relatos, nada do que ouve o faz chegar a conclusões definitivas sobre o que de facto se passou, deixando para ao leitor o papel de decifrar todo o mistério que envolveu a morte de Maria das Mercês e Domingos e ainda o paradeiro do Delfim.

 

Se fizermos um estudo aprofundado de O Delfim apercebemo-nos de que a obra está carregada de simbolismos e de referências a uma época e a um país – os anos em que Portugal vivia sob a ditadura salazarista. Passo agora a referir alguns dos mais importantes:

  • Os cães, chamados de Mastins na obra, significam a força e ao mesmo tempo a defesa. ( a força da família Palma Bravo na região e a defesa dos seus privilégios)

 

  • A Gafeira significa a “Lepra, Sarna, Doença dos olhos dos bois- inchar das pálpebras”, representa a sociedade portuguesa da época - pobre e doente, a Guerra Colonial e uma sociedade em vias de extinção.

 

  • A lagoa pretende mostrar um Portugal em ruínas, velho e a morrer assim como o seu ditador.

 

  • Já o carro Jaguar é um símbolo de luxo e é através deste que Tomás vai até Lisboa às casas de prostitutas.

 

  • Ao longo da obra Pires não deixa de abordar temas como a homossexualidade e a traição considerados tabú em Portugal num período de censura.

 

  • Tomás Palma Bravo é um homem profundamente machista, racista e incapaz de aceitar qualquer mudança. Este personagem é o retrato típico dos homens na época de Salazar, governante que deixa o poder em Setembro de 1968.

 

A primeira razão que me levou a ler este livro relacionou-se, em grande parte, com o seu título, O Delfim. Este suscitou-me bastante curiosidade e, após a leitura do primeiro capítulo, fiquei completamente fascinado com a forma de escrita de José Cardoso Pires.

Confesso que não sabia no que me estava a meter. Em vários momentos, tive algumas dificuldades na leitura, dada a complexidade do livro e do seu enredo. No entanto, o seu carácter policial e, por vezes, teatral foram-me prendendo cada vez mais.

 Caso queiram também ser cúmplices nesta investigação, não deixem de ler O Delfim, de José Cardoso Pires.

23
Nov15

O Pátio das Cantigas

João Martins

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 Como sabemos O Pátio das Cantigas é um clássico do cinema português de 1942 realizado por Francisco Ribeiro e escrito por António Lopes Ribeiro, seu irmão e por Vasco Santana. No dia 24 de Agosto, fui ao cinema de Gaia ver o filme O Pátio das Cantigas de Leonel Vieira. O público que preenchia a sala de cinema, eram pessoas de uma certa idade, o que me leva a concluir que fossem grandes amantes da primeira versão deste filme. Percebi que muita gente tinha criado grandes expectativas relativamente ao filme e que por isso ficou um pouco desiludida; no entanto esta versão foi simplesmente uma homenagem que Leonel Vieira quis fazer ao clássico, de acordo com uma entrevista que li no site da rádio Renascença, onde ele refere: “não refilmei o guião, distanciei-me muito, peguei em alguns elementos que mantive, que são para mim uma homenagem ao filme que nos inspira”.
Neste filme as personagens estão diferentes relativamente à versão original. Evaristo é dono de uma mercearia gourmet; Narciso dedica-se ao turismo conduzindo o seu “tuk-tuk”; a Rosa vende sapatos e trabalha numa estalagem e a Amália gostava de ser conhecida e aparecer na televisão a cantar o fado.
Em conclusão, é um filme muito engraçado e excelente para ser assistido em família. Aguardo agora com algum expetativa a estreia de O Leão da Estrela segundo filme desta fantástica trilogia de Leonel Viera.
Uma dica para terminar- marquem nas vossas agendas um dia para ir ao cinema, porque é tudo melhor quando é visto em conjunto e numa tela gigante.





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