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As Aventuras De Um Rapaz Distraído

Lifestyle, Cultura, Livros e Sociedade!!! :)

14
Jul20

🌀A «Internet» e os «Social Media» na minha vida...🌀

💡📢

João Martins

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💻📱⌚

Escuto o tic-tac do relógio, permaneço em silêncio, e olho atentamente para o ecrã e teclado do meu computador. Procuro relembrar, quando foi a primeira vez, que utilizei a internet e as redes sociais. Falha-me a memória, não me recordo, não sei ao certo... Então, tento concentrar-me um pouco mais...

Finalmente, algum tempo depois, lembro-me e consigo quase que "viajar no tempo". Estou com 10 anos de idade e encontro-me sentado numa cadeira ou sofá da sala-de-estar da casa, onde ainda moro, com a minha mãe e avó.

Decorria o mês de Abril,  recebi uma visita dos meus tios e recordo-me de falarem muito. Não sei ao certo o que diziam, a única coisa que me lembro é de comentarem sobre a plataforma «Facebook» e o jogo «Farmville». A aplicação social dava possibilidade, ao utilizador, de cuidar de uma quinta de animais e de cultivo.

A temática do jogo era bastante engraçada, pois fazia-te trocar e vender produtos com os teus amigos virtuais... Era a loucura do mundo dos adultos modernos, a sensação do momento, a nova moda!!! E eu como entusiasta de jogos, brincadeiras de "faz de conta", universo adulto, enfim... Decidi que queria experimentar!

Na época, o «gameboy» era o meu grande aliado... Já para não falar do «tamagotchi».

Desde que me lembro, os jogos eletrónicos estiveram presentes na minha vida e, claro, que estava curioso e "em pulgas" com a novidade vinda do «Facebook». Não descansei, enquanto não me tornei "um pequeno agricultor"... 

Admito, a minha mãe, na altura, não achou grande piada à ideia, pois só estava autorizada a criação de contas na rede social a pessoas com idades superiores ou iguais a 18 anos. Eu, não estava nem próximo dessa realidade, porém segundo os meus tios não existia qualquer risco em um menor frequentar a plataforma, desde que a sua utilização fosse moderada por um adulto responsável. Naquele dia, com ajuda da minha tia, criei a minha conta de «Facebook» com uma identidade fictícia e a partir daí explorei o mundo da agricultura virtual.

Passado algum tempo, na escola, o «Facebook» ficou na moda. Numa tarde, durante um trabalho de grupo, uma colega de turma perguntou-me se eu utilizava a plataforma, pelo que respondi, que tinha uma conta apenas para jogar jogos. Nesse momento, a minha situação mudou, postei a minha primeira foto de perfil. Um sucesso, obtive e retribui muitos «likes»! Na altura, os seguidores e os gostos eram sinónimos de popularidade, ou melhor, achavamos nós... Não vou mentir, não desgostei daquela aparente sensação de liberdade. Até ao momento, não tinha qualquer relação com o computador, só existia um em casa, e muitas vezes era utilizado mais como ferramenta de trabalho. 

O tempo foi passando e o computador foi entrando, de forma permanente, na minha vida. Nunca fui um jovem de ter muitos amigos, infelizmente, e a internet revelou-se uma grande companheira. Sempre que me ligava a esse novo mundo moderno, sentia-me bem, achava-me inteligente e poderoso.  Não demorou muito para que a  internet começasse a ocupar mais tempo do que deveria na minha vida, sem que eu desse conta disso.

Os tempos mudam e os gostos também, já não queria ser um agricultor, nem o mestre dos likes, nem o guru das pesquisas no «Google»... A minha nova paixão era assistir a vídeos no «Youtube», e não foi preciso muito, para entender que a «Internet» podia ser uma forma de utilizarmos a nossa voz e de massajarmos o nosso ego.

Sempre gostei também muito de rádio, tenho vários momentos na minha infância em que me fechava no meu quarto, colocava o som das colunas bastante alto e fingia ser um locutor radiofónico.  Quem diria que, passado uns tempos, muito jovem estava a fazer uma rádio pirata online. Tudo o que precisei para tornar realidade tal ideia, encontrei na «Internet». Sim, sempre fui uma criança muito peculiar e que brincava de uma forma muito diferente. Resolvi dar a conhecer a mais pessoas o que mais gostava de fazer - ouvir música e falar sobre tudo e sobre nada. 

Escusado será dizer, que tive de fechar o site, pois não tinha autorização para passar as músicas e meti-me em alguns problemas... Porém, durante esse tempo, diverti-me bastante. As transmissões do "Programa Rádio do João" eram feitas do meu quarto ou da garagem de casa. Tenho saudades desse tempo, em que achava tudo ser possível, em que me divertia bastante e comunicava com os meus "ouvintes"que eram os meus amigos e familiares.

Entretanto, o tempo passou e cresci, sempre a par das novidades e tendências da web. Comecei a interessar-me por arte, nas suas mais variadas manifestações, procurei aprender sobre fotografia e vídeo. Descobri o universo dos livros...

Ao longo do tempo, fui sofrendo algumas crises de identidade, o que é totalmente normal num jovem que começa a descobrir o mundo e a vida. Senti necessidade, de abrir mais redes sociais na «Internet», como forma de encontrar pessoas com as quais me identificasse. Senti-me muitas vezes sozinho e um pouco desamparado no meu jeito de ver o mundo. O que, volto a referir, é bastante natural para quem tem uma personalidade especial e pouco diferente do que era habitual.

Com o passar dos anos, entendi que nem oito nem oitenta, tinha redes sociais a mais para aquilo que realmente precisava...

Neste momento, falo dos vícios e das recaídas emocionais inerentes a alguém que vivia, a vida num ecrã, como se fosse a sua própria vida. Perdi muito tempo a olhar para imagens, na minha timeline, que hoje sei que não são reais. 

As redes sociais consumidas de forma excessiva provocam transtornos psicológicos, bastante idênticos às drogas... Isto é verdade e eu senti-o...  Sou grato à minha família por sempre ter controlado a minha utilização da «Internet».

Muitas vezes, agora mais velho, quando vejo crianças muito tempo  agarradas a um telemóvel ou computador faz-me bastante confusão. É fulcral os pais estarem presentes e controlarem a utilização dos meios electrónicos e tecnológicos dos filhos. 

Entretanto, em 2015, criei o blogue "As Aventuras De Um Rapaz Distraído" para escrever e falar sobre as várias peripécias da minha vida. Tem sido um espaço, onde tenho amadurecido e evoluído enquanto pessoa. E estou bastante feliz, por fazer parte de uma comunidade inovadora, madura e criativa que é o universo da blogosfera.

Como forma de conclusão, para mim, o digital é como o mar...

Devemos ter cuidado e cautela ao utilizarmos esta "força da inovação", de modo a retirarmos o melhor nós, os melhores contactos e as melhores experiências.





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