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As Aventuras De Um Rapaz Distraído

25
Jul20

🌈 O meu Isolamento Social! 🏡

Um período de conquistas e introspeção...

João Martins

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Na fotografia que partilho, em cima, encontro-me numa viagem de comboio para o Porto, que teve como destino um autocarro para Vila Real. Naquele momento, contemplava a paisagem distorcida pela velocidade do transporte, em que me encontrava...  Agradecia a minha liberdade... Estava feliz!... 

No entanto, na minha mente, permanecia o medo da pandemia e dos desafios decisivos que tinha pela frente: como acabar o curso e a carta de condução. Um misto de emoções residia no meu olhar...

Voltando atrás na minha narrativa. Durante o período de confinamento obrigatório, permaneci em Ovar, junto da minha família. Confesso que tive sorte e consegui regressar Ovar, uns dias antes da cerca sanitária. Contextualizando a situação, no inicio da pandemia a população vareira foi uma das mais afetadas pelo vírus covid-19, o que fez com que tivesse de ficar isolada, em relação ao resto do país.

Com isto, naquele período de tempo, ninguém podia movimentar-se para dentro ou para fora da cidade. As pessoas estavam apenas autorizadas a sair das suas residências para ir trabalhar, às compras ou despejar o lixo. Era tudo muito controlado e ainda bem.

No meu caso, que apresento um perfil ativo, foi um grande desafio!...

Para me sentir bem, física e mentalmente, necessito de estar em contacto com a natureza e com o ar puro.

Eu nem consigo imaginar, o que teria sido viver o lockdown sozinho.

Sim, sei que foi a realidade de muita gente... 

Durante o período de isolamento social, procurei fazer do quintal da minha avó, o meu mundo! Consumi alguns livros, workshops, séries e filmes. Desenvolvi e criei conteúdos para este blogue; aprendi mais sobre esta temática inovadora... Fui tendo, aulas à distancia, a partir do laptop... Uma nova realidade, para a qual não estava definitivamente preparado...

Foi um  tempo que me deixou assustado e desorientado!... 

O ano 2020, seria um ano de mudanças pessoais e profissionais, e,  de repente ficou tudo "suspenso "... O que seria um salto para o futuro, tornou-se um pequeno passo, acompanhado de uma espera de "braços-cruzados". Triste realidade...

Mas, como diz o provérbio «O que não tem remédio, remediado está». Utilizei o tempo, de recolhimento em casa, para me tornar uma pessoa mais conhecedora de mim e do mundo que me rodeia; mais ponderada e madura; melhor ouvinte numa qualquer conversa; enfim... trabalhei  a minha personalidade e atitude perante a vida... E confesso, que era algo que já deveria ter feito há muito tempo, embora não o soubesse. 

Fazendo referência a outro provérbio «Há males que vêm por bem», no meu caso, eu necessitava muito desta introspeção e a covid-19 deu-me essa possibilidade.

Foi um período de tempo, bastante desagradável, que várias vezes alterou as minhas rotinas de sono. Porém, retirei o melhor dele, o convívio com a família e a procura de novos conhecimentos em livros.

Voltando à fotografia, que em cima apresento, é visível no meu olhar o medo... Contudo, também a determinação e satisfação pessoal, por me sentir bem comigo mesmo.

Finalizo este texto, referindo que os objetivos que tracei, anterioriormente à covid-19, foram todos alcançados com distinção. Por agora... vamos vivendo, conforme as possibilidades... O futuro a Deus e aos astros pertence!...

14
Jul20

🌀A «Internet» e os «Social Media» na minha vida...🌀

💡📢

João Martins

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💻📱⌚

Escuto o tic-tac do relógio, permaneço em silêncio, e olho atentamente para o ecrã e teclado do meu computador. Procuro relembrar, quando foi a primeira vez, que utilizei a internet e as redes sociais. Falha-me a memória, não me recordo, não sei ao certo... Então, tento concentrar-me um pouco mais...

Finalmente, algum tempo depois, lembro-me e consigo quase que "viajar no tempo". Estou com 10 anos de idade e encontro-me sentado numa cadeira ou sofá da sala-de-estar da casa, onde ainda moro, com a minha mãe e avó.

Decorria o mês de Abril,  recebi uma visita dos meus tios e recordo-me de falarem muito. Não sei ao certo o que diziam, a única coisa que me lembro é de comentarem sobre a plataforma «Facebook» e o jogo «Farmville». A aplicação social dava possibilidade, ao utilizador, de cuidar de uma quinta de animais e de cultivo.

A temática do jogo era bastante engraçada, pois fazia-te trocar e vender produtos com os teus amigos virtuais... Era a loucura do mundo dos adultos modernos, a sensação do momento, a nova moda!!! E eu como entusiasta de jogos, brincadeiras de "faz de conta", universo adulto, enfim... Decidi que queria experimentar!

Na época, o «gameboy» era o meu grande aliado... Já para não falar do «tamagotchi».

Desde que me lembro, os jogos eletrónicos estiveram presentes na minha vida e, claro, que estava curioso e "em pulgas" com a novidade vinda do «Facebook». Não descansei, enquanto não me tornei "um pequeno agricultor"... 

Admito, a minha mãe, na altura, não achou grande piada à ideia, pois só estava autorizada a criação de contas na rede social a pessoas com idades superiores ou iguais a 18 anos. Eu, não estava nem próximo dessa realidade, porém segundo os meus tios não existia qualquer risco em um menor frequentar a plataforma, desde que a sua utilização fosse moderada por um adulto responsável. Naquele dia, com ajuda da minha tia, criei a minha conta de «Facebook» com uma identidade fictícia e a partir daí explorei o mundo da agricultura virtual.

Passado algum tempo, na escola, o «Facebook» ficou na moda. Numa tarde, durante um trabalho de grupo, uma colega de turma perguntou-me se eu utilizava a plataforma, pelo que respondi, que tinha uma conta apenas para jogar jogos. Nesse momento, a minha situação mudou, postei a minha primeira foto de perfil. Um sucesso, obtive e retribui muitos «likes»! Na altura, os seguidores e os gostos eram sinónimos de popularidade, ou melhor, achavamos nós... Não vou mentir, não desgostei daquela aparente sensação de liberdade. Até ao momento, não tinha qualquer relação com o computador, só existia um em casa, e muitas vezes era utilizado mais como ferramenta de trabalho. 

O tempo foi passando e o computador foi entrando, de forma permanente, na minha vida. Nunca fui um jovem de ter muitos amigos, infelizmente, e a internet revelou-se uma grande companheira. Sempre que me ligava a esse novo mundo moderno, sentia-me bem, achava-me inteligente e poderoso.  Não demorou muito para que a  internet começasse a ocupar mais tempo do que deveria na minha vida, sem que eu desse conta disso.

Os tempos mudam e os gostos também, já não queria ser um agricultor, nem o mestre dos likes, nem o guru das pesquisas no «Google»... A minha nova paixão era assistir a vídeos no «Youtube», e não foi preciso muito, para entender que a «Internet» podia ser uma forma de utilizarmos a nossa voz e de massajarmos o nosso ego.

Sempre gostei também muito de rádio, tenho vários momentos na minha infância em que me fechava no meu quarto, colocava o som das colunas bastante alto e fingia ser um locutor radiofónico.  Quem diria que, passado uns tempos, muito jovem estava a fazer uma rádio pirata online. Tudo o que precisei para tornar realidade tal ideia, encontrei na «Internet». Sim, sempre fui uma criança muito peculiar e que brincava de uma forma muito diferente. Resolvi dar a conhecer a mais pessoas o que mais gostava de fazer - ouvir música e falar sobre tudo e sobre nada. 

Escusado será dizer, que tive de fechar o site, pois não tinha autorização para passar as músicas e meti-me em alguns problemas... Porém, durante esse tempo, diverti-me bastante. As transmissões do "Programa Rádio do João" eram feitas do meu quarto ou da garagem de casa. Tenho saudades desse tempo, em que achava tudo ser possível, em que me divertia bastante e comunicava com os meus "ouvintes"que eram os meus amigos e familiares.

Entretanto, o tempo passou e cresci, sempre a par das novidades e tendências da web. Comecei a interessar-me por arte, nas suas mais variadas manifestações, procurei aprender sobre fotografia e vídeo. Descobri o universo dos livros...

Ao longo do tempo, fui sofrendo algumas crises de identidade, o que é totalmente normal num jovem que começa a descobrir o mundo e a vida. Senti necessidade, de abrir mais redes sociais na «Internet», como forma de encontrar pessoas com as quais me identificasse. Senti-me muitas vezes sozinho e um pouco desamparado no meu jeito de ver o mundo. O que, volto a referir, é bastante natural para quem tem uma personalidade especial e pouco diferente do que era habitual.

Com o passar dos anos, entendi que nem oito nem oitenta, tinha redes sociais a mais para aquilo que realmente precisava...

Neste momento, falo dos vícios e das recaídas emocionais inerentes a alguém que vivia, a vida num ecrã, como se fosse a sua própria vida. Perdi muito tempo a olhar para imagens, na minha timeline, que hoje sei que não são reais. 

As redes sociais consumidas de forma excessiva provocam transtornos psicológicos, bastante idênticos às drogas... Isto é verdade e eu senti-o...  Sou grato à minha família por sempre ter controlado a minha utilização da «Internet».

Muitas vezes, agora mais velho, quando vejo crianças muito tempo  agarradas a um telemóvel ou computador faz-me bastante confusão. É fulcral os pais estarem presentes e controlarem a utilização dos meios electrónicos e tecnológicos dos filhos. 

Entretanto, em 2015, criei o blogue "As Aventuras De Um Rapaz Distraído" para escrever e falar sobre as várias peripécias da minha vida. Tem sido um espaço, onde tenho amadurecido e evoluído enquanto pessoa. E estou bastante feliz, por fazer parte de uma comunidade inovadora, madura e criativa que é o universo da blogosfera.

Como forma de conclusão, para mim, o digital é como o mar...

Devemos ter cuidado e cautela ao utilizarmos esta "força da inovação", de modo a retirarmos o melhor nós, os melhores contactos e as melhores experiências.

07
Jun20

Urge o momento de alcançar a vida e a felicidade...

João Martins

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Nos últimos tempos, tenho analisado o meu percurso de vida e conversado comigo próprio, acho terapêutico... Na verdade, todos o fazemos!

Daquilo que pude entender, a vida é realmente uma experiência única como um trajeto detalhado com várias portas, janelas e corredores, que temos de percorrer de forma cuidadosa. É composta por etapas distintas: a infância, a adolescência, a fase adulta e a velhice. Um ciclo muito bem construído... 

Estou praticamente a atingir os 21 anos de idade, uma altura, que acredito ser de viragem e de transformação. Lá está, um reiniciar, um virar de página, um novo acordar...

Outrora, na juventude, o meu crescimento era mais físico- predominavam as transformações corporais, as brincadeiras e os sonhos. No momento presente, cresço intelectualmente procuro livros, filmes e experiências que me façam desenvolver e completem o meu ser.

Analisando o meu percurso até agora, tenho alguns momentos infelizes e outros de que me orgulho bastante.

Tive uma infância difícil e uma escola primária complicada, muito por minha escolha, embora na altura não o soubesse. Tenho como caraterísticas o sonho e a criatividade, porém na altura habitava na ilusão e no delírio. Imaginava ser algo que não era, por exemplo vivia numa casa e dizia que vivia num prédio, tinha um carro e queria ter um avião, enfim... Nunca me concentrava nas aulas, pois estava sempre a imaginar alguma coisa, não tão importante para a ocasião. Foi nessa altura que a minha família descobriu, que eu tinha um pequeno défice de concentração, que poderia estar a perturbar um correto desenvolvimento escolar e pessoal. Então, de tudo fizemos para reverter e contornar a situação... 

Comecei a fazer teatro amador, aos 7 anos de idade, e aí pude sonhar e imaginar tudo o que queria e desejava. 

Sempre gostei de teatro, mas nunca tive paciência para olhar para um livro, até há relativamente pouco tempo. Começar a ler foi uma grande conquista, pois tornou-me uma pessoa mais preparada, mais consciente de si, e de tudo o que a rodeia.

Lembro-me da primeira vez que subi ao palco, foi numa peça teatral de finalista do ATL. O teatro que representava juntamente com os colegas, da altura, chamava-se "A Princesa que Não Sabia Espirrar", adaptado da obra de José Cañas. Eu, interpretava o papel de pai da princesa, porém no dia da apresentação não subia para o palco de jeito nenhum...

Foi necessário, um pequeno "empurrãozito"  de uma das educadoras.

Recordo esse momento com alguma saudade, pois foi aí, que descobri a minha vocação para trabalhar e comunicar com o público. Foi bastante engraçado! 

Em 2015, descobri a internet onde passei a partilhar as minhas ideias e tomei conhecimento de outras pessoas com personalidades interessantes.

(Posso dizer, que tudo aquilo com que contactamos, tem influência em nós e na nossa vida.)

Até aos 18 anos, vivi preso numa "redoma de vidro" e não cresci, nem contactei com muita gente. Habitei, durante algum tempo, nos meus pensamentos e ilusões... Depois, fui estudar para Trás-os-Montes, onde comecei uma nova vida e fui contactando com situações que até então não tinha vivido; cresci a uma velocidade supersónica, e hoje sou mais feliz...

A vida, é um pouco, como "uma paleta de cores". Podemos misturar vários tons, e obter diferentes cores e tonalidades para construir o quadro da nossa personalidade e identidade.

Gosto do universo do teatro, da comunicação, da tecnologia, do ativismo, do vanguardismo... Vejo a vida de uma perspetiva especial!... Ainda bem, é isso que me distingue.

Termino este texto referindo que é complicado escrever sobre nós... É um ato bastante pessoal e que implica alguma maturidade e autoconhecimento. 

Concluo definindo a nova fase, que se inicia na minha vida, como outra grande página em branco que deve ser devidamente escrita, assim como todas as outras, já preenchidas anteriormente no livro da vida.

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